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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

BRASIL: DE COLÔNIA A PAÍS INDEPENDENTE II


CORTE NO BRASIL I

Após o episódio anteriormente retratado, da não adesão por parte de Portugal ao embargo a Inglaterra proposto por Napoleão Bonaparte, a família real portuguesa teve que sair, ou melhor, fugir de Portugal, em virtude do ataque das tropas napoleônicas ao país lusitano. Alguns podem considerar o fato de a Corte portuguesa ter saído do país como uma covardia. No entanto, também pode ter sido uma estratégia político-econômica do Príncipe Regente D. João para não se subjugar à França.

A França havia se aliado à Espanha, por meio da assinatura do Tratado de Fontainebleau, segundo o qual se permitia a passagem das tropas francesas pelo território espanhol, no intuito de invadir Portugal, e em troca, com o domínio francês sobre o país lusitano, dividiriam-se Portugal e suas dependências entre os signatários.

Ameaçado, então, de ser invadido pelas tropas napoleônicas, D. João apressou a partida de seu país, saindo de lá no dia 29 de novembro de 1807. No dia seguinte, o Exército de Napoleão entrou no país. A esquadra portuguesa até o Brasil foi reforçada por quatro naus da Marinha Real britânica (retratando a aliança entre Portugal e Inglaterra).

Os navios portugueses chegaram à Bahia no dia 22 de janeiro de 1808. Em Salvador foi assinado o Decreto de Abertura dos Portos às Nações Amigas.


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

BRASIL: DE COLÔNIA A PAÍS INDEPENDENTE I

NAPOLEÃO E O CONTROLE EUROPEU

Napoleão Bonaparte foi o responsável pela consolidação dos ideais burgueses da Revolução Francesa. Ganhou notoriedade no Exército francês por ser estratégico tanto nas batalhas como na forma de lidar com seus soldados: Napoleão fazia com que acreditassem que faziam parte de um Exército invencível. Era bem quisto pelo povo francês e seu poder foi absoluto após ter sido nomeado cônsul.

O jovem general chegou ao poder com o golpe dos girondinos (golpe de 9 Termidor), que derrubou a pequena burguesia Jacobina e instaurou um governo, de fato, burguês. Napoleão assumiu o poder no intuito, também, de garantir a estabilidade social após a "Fase do Terror".

No entanto, o governo dos girondinos não era muito respeitado pelas outras camadas sociais. Os burgueses mais lúcidos e influentes perceberam que com o Diretório não teriam condição de resistir aos inimigos externos e internos e manter o poder. Eles acreditavam na necessidade de uma ditadura militar, uma espada salvadora, para manter a ordem, a paz, o poder e os lucros. Entra, então, a figura de Napoleão Bonaparte como imperador.

Foi neste período do Império francês, que Napoleão I iniciou sua expansão militar pela Europa. Em pouco tempo, o Exército francês tornou-se o mais poderoso de todo continente. "Em 1807 o imperador francês era senhor absoluto da Europa.Seus exércitos já haviam colocado de joelhos todos os reis e rainhas do continente,"(Laurentino Gomes - 1808. p.35) representando uma ameaça ao poderio da Inglaterra (que apresentava uma burguesia forte e consolidada e detinha o controle da Europa por ser o país pioneiro na Revolução Industrial).

Napoleão tentou atacar diretamente a Inglaterra, no entanto não obteve êxito, foi derrotado na Batalha de Trafalgar. Tentou então atingir o país britânico de outra maneira: por meio do Bloqueio Continental.

O Bloqueio Continental consistia em [¹]"impedir o acesso a portos dos países então submetidos ao domínio do Império Francês por navios do Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda. Com o decreto buscava-se isolar economicamente as Ilhas Britânicas, sufocando suas relações comerciais e os contactos com os mercados consumidores dos produtos originados em suas manufaturas". Os países que não estavam subjugados à França de modo direto temiam o Exército napoleônico e estavam à mercê das decisões vindas da França. Logo, a ideia do Bloqueio Continental foi fascinante para atingir a Inglaterra. 

A posição de Portugal quanto ao Bloqueio Continental foi uma peculiaridade na Europa. O país lusitano tentava conciliar tanto as relações com os britânicos quanto as relações com os ingleses. A economia portuguesa encontrava-se subordinada à inglesa, daí a relutância em aderir ao Bloqueio. Napoleão, então, resolveu o impasse ordenando a invasão de suas tropas às terras lusitanas, ocorrendo, então, a fuga da família real portuguesa para o Brasil. D. João VI adiou o máximo a sua decisão em combater o exército francês, ou aderir ao bloqueio continental. Pela primeira vez, a característica indecisão e medo do príncipe regente português foi o mais razoável. A corte postuguesa partia para o Brasil, sendo os primeiros nobres europeus a reinar em solo ameriacano iniciando assim um processo de modernização do Brasil que posteriormente serviria de base para a Independência.

domingo, 7 de novembro de 2010

BRASIL: DE COLÔNIA A PAÍS INDEPENDENTE

Informo aos caros leitores e seguidores que a partir de hoje estarei colocando posts relacionados ao processo de independência do Brasil. Dessa forma, separadamente iremos publicar os fatos e personagens que efetivamente participaram do movimento separatista de forma direta ou indireta.
O período que será englobado será de 1808 a 1822. Então, já deixo subentendido que a Conjuração Mineira não entrará no rol de textos, pois, de acordo com o meu humilde entendimento, esse movimento queria a separação brasileira de Portugal não por convicções Iluministas (usaram-na só como pretexto) como muitos pensam, mas sim por interesses econômicos, ou seja, para se isentarem dos impostos cobrados pela Coroa Portuguesa. E também porque esse foi um movimento que falhou na sua essência, foi surpreendido antes mesmo de ser deflagrado. E mesmo que tivesse dado certo o momento não era propício, o país não tinha ainda bases para “caminhar com as próprias pernas”.
Dessa forma, iremos nos ater a acontecimentos pós-1808, pois a partir daí o Brasil verdadeiramente estava preparado para cortar os vínculos com o país lusitano, devido á abertura dos portos as nações amigas, criação do Banco do Brasil, primeiras universidades e outras modernidades necessárias um país, todas trazidas com a mudança da corte para o Brasil.
Assim veremos os seguintes assuntos respectivamente:
·         Napoleão e o Controle Europeu
·         Corte no Brasil I
·         Corte no Brasil II
·         D. Pedro I – Príncipe genuinamente Brasileiro
·         Dia do Fico
·         A independência
Quadro de Pedro Américo

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Mulheres no Poder: de Maria Leopoldina a Dilma Rousseff


Como postagem de estreia nesse blog tenho a honra de comentar um fato histórico que estamos passando.




Maria Leopoldina - Imperatriz do Brasil
Dilma Rousseff - Presidente Eleita do Brasil
Ao ser eleita, no dia 31 último, a primeira Presidente do Brasil, Dilma Rousseff juntar-se-a a um rol limitado de mulheres que de alguma forma mudaram a história do nosso país. Nele está Maria Leopoldina, então imperatriz do Brasil, que em 1822 ao assumir a regência do país por ausência de D. Pedro I, mandou-lhe uma carta exigindo a independência. Sessenta anos mais tarde Chiquinha Gonzaga seria a primeira maestrina brasileira, compondo mais de duas mil canções, inclusive a inesquecível marchinha '' Oh abre Alas''. Ainda no final do Século XIX nós formamos a primeira médica. Apesar das dificuldades em se firmar na profissão e de chegar a ser ridicularizada pela sociedade da época Rita Lobato Velho ajudou a salvar várias vidas. No campo político o município de Lages-RN elegeu a primeira prefeita em 1927, Alzira Soriano de Souza, momento que nacionalmente nem o voto eram garantido à elas. Logo após vieram a sra. Júnia Marise, como primeira senadora(Minas Gerais - 1990), Roseana Sarney como Primeira governadora(Maranhão - 1994) e Zélia Cardoso como primeira ministra no governo Collor. E agora no ano de 2011, pela primeira vez o país será dirigido por uma mulher. 
Torçamos para que ela tenha a coragem necessária para enfrentar grupos empresariais poderosos quando necessário, não se espelhando nas mulheres de Atenas, como cantava Chico Buarque, que não tinham gosto ou vontade e sim medo. Torçamos ainda para que ela tenha sabedoria para dirigir o país de forma democrática, sabendo contornar os obstáculos que hão de aparecer. E que consiga, acima de tudo, ter o discernimento necessário para nomear pessoas competentes e honestas na administração dos ministérios e das empresas pública, porque só assim em 2014 ela poderá além de deixar o seu nome marcado na história, honrar o de todas mulheres brasileiras como fizeram as já citadas anteriormente. 
Por fim desejamos que todos nós brasileiros fiscalizemos a administração vindoura. Somente o engajamento político-social torna uma democracia mais efetiva.                                                    

ESTAMOS DE OLHO....